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Tipos de fluídos refrigerantes utilizados no mercado PDF Imprimir E-mail

Perigos eventuais associados aos refrigerantes fluorcarbonos


Condição Perigos Medidas de segurança
 

Os vapores estão sujeitos a decomposição ao contato com a chama ou de superfícies aquecidas

 

Inalação dos produtos tóxicos de decomposição

 

Ventilação adequada;
Os produtos tóxicos servem como sinas de alarme (cheiros)

 

Alguns líquidos fluorcarbonos removem os óleos naturais da epidermide

   
 

Irritação da pele por excessiva falta de gordura

 

Usar luvas e equipamentos de proteção

 

Esguichos de líquidos sobre a pele

 

 

Congelamento da pele

 

 Usar luvas e equipamentos de proteção

 

Esguichos de líquidos nos olhos

    
 

Os líquidos de baixo ponto de ebulição podem provocar o congelamento.

Os líquidos com ponto de ebulição mais alto podem provocar um irritação temporária e, na presença de outros produtos químicos em solução , podem provocar lesões graves.

 

 

Usar óculos de proteção, ir logo ao médico, lavar os olhos com água por muitos minutos.

Paulo Neulaender

 


Atualizado em 16/07/2009

 Suva

Suva

 

 

 

Atualizado em 19/01/2009

 

Fontes: EN 378-1; ASHRAE 34; Refrigerant Report Bitzer A-501-14 * Destruição da Camada de Ozônio (ODP-Ozone Depletion Potencial) – é um índice baseado na referência do R11 (100%), por exemplo, o R22 possui um ODP = 0,05, ou seja tem um potencial de destruição do ozônio de 5% comparado ao R11. ** Potencial de Aquecimento Global (GWP-Global Warming Potencial) - é um índice que compara o efeito do aquecimento produzido pelos gases na atmosfera ao longo do tempo (normalmente 100 anos), em relação a quantidades semelhantes de CO2 (em peso).  *** Tipo de óleo lubrificante: MO = Mineral, AB = Alkylbenzeno, MO+AB = Semi-sintético, POE = Polyolester, PAO = Polyalphaolifina **** Tipo de Aplicação: HT= Alta temp. evaporação (ar condicionado), MT = Média temp. evaporação (sistema de resfriados), LT = Baixa temp. evaporação (sistema  de congelados), Sistemas Indiretos = restritos apenas a refrigerar o fluido secundário (Água, Glycol, Tyfoxit, etc.), que garantirá toda a refrigeração necessária para as câmaras, expositores frigoríficos e fan-coils do sistema de ar condicionado.

***** No caso das misturas, considerou-se o maior valor de GWP da substância componente.

 


Dupont ISCON 39 TC

DuPont ISCEON™ MO29
(Atualizado em 25/07/2008)


O ISCEON™ MO29 é um fluido refrigerante HFC, de fácil utilização e sem potencial de degradação da camada de
TM ozônio. O ISCEON™ MO29 foi originalmente desenvolvido para substituir o R-22 em resfriamento de líquido
(chiller), por expansão direta (DX). Também pode ser utilizado em condicionadores de ar (AC) comercial e
doméstico, e em sistemas de refrigeração de temperatura média e baixa.

Classificação ASHRAE: R-422D.

Aplicações
• Condicionadores de ar doméstico e comercial.
 - Melhor opção para chiller com condensação à água/ar e expansão direta.
• Sistemas de refrigeração comercial e industrial para média e baixa temperatura.
 - Balcões de supermercados.
 - Armazenamento e processamento de alimentos.
 - Máquinas de gelo.
 - Refrigeração de alimentos.

Benefícios
• Proporciona Retrofit® fácil, rápido e de baixo custo.
 - Mais fácil que o Retrofit® com R-404A, R-507 e R-407C.
• HFC: sem potencial de degradação da camada de ozônio.
 - Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal.
• Compatível com os lubrificantes AB, OM e POE.
 - Na maioria dos casos, não é necessária nenhuma mudança do tipo de lubrificante utilizado atualmente.
 - Testes em campo foram bem sucedidos sem substituição de válvula de expansão.
 - Pode ser necessários ajustes para regular o superaquecimento.
• Permite a continuidade da utilização de equipamentos que trabalham com HCFCs.
• Não inflamável. Classificação de segurança ASHRAE: A1.
• Temperatura de descarga menor que o R-22.
 - Possível prolongamento da vida útil do compressor.
• Baixa toxicidade (similar ao R-22).
• Potencial de aquecimento global (GWP) 30% menor quando comparado com o R-404A e R-507.
• Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante na fase líquida durante o serviço de
manutenção, sem a remoção de todo o produto, desde que esteja com ISCEON™ MO29.

Performance Esperada Após o Retrofit®
(Com base em experiências de campo, testes de calorímetro e dados de propriedades termodinâmicas, os
resultados podem variar de acordo com o projeto e a operação do sistema). A experiência em campo demonstrou
que o ISCEON™ MO29 proporciona capacidade de refrigeração e eficiência energética similares às do R-22 na
maioria dos sistemas, quando operar com temperatura de descarga do compressor significativamente menor. A
performance real dependerá das condições operacionais e do projeto do sistema.

Considerações para Retrofit®
O ISCEON™ MO29 é compatível com lubrificantes a base de óleo mineral (OM), alquilbenzeno (AB) e poliol éster (POE). Na maioria dos casos, não é necessária nenhuma mudança do tipo de lubrificante usado atualmente.
Em alguns sistemas com configurações complexas de tubulação, o retorno de óleo lubrificante é determinado por condições operacionais e de projeto.Poderá ser necessário adicionar o lubrificante POE. Em algumas aplicações podem ser necessárias pequenas modificações nos equipamentos (por exemplo, substituição de vedações) ou ajustes em dispositivos de expansão. Consulte Diretrizes de Retrofit® do ISCEON™ MO29 para obter maiores detalhes.

Composição do Produto  
Componente
Peso %
HFC-134a
31.5
HFC-125
65.1
Isobutano
3.4

Para Mais Informações:
0800 17-17-15
www.refrigerants.dupont.com / www.fluidosrefrigerantes.br.dupont.com
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
DuPont do Brasil S.A.
Alameda Itapecuru, 506 CEP: 06454-080 - Alphaville - Barueri - SP

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Dupont ISCON 39 TC
ISCEON™ 39TC - Boletim informativo
(Atualizado em 30/06/2008)

O ISCEON 39TC é um fluido refrigerante HFC, de fácil utilização, sem potencial de degradação da camada de ozônio e alternativo ao R-12 em centrífugas.

Nota: Antes de executar o Retrofit de equipamentos para o ISCEON™ 39TC, contate a DuPont.

Classificação ASHRAE: R-423A.

Aplicações:
• Centrífugas projetadas para R-12.

Beneficios:
• Proporciona Retrofit® fácil, rápido e de baixo custo.
• HFC: sem potencial de degradação da camada de ozônio.
- Sua utilização não será interrompida devido ao Protocolo de Montreal.
• Evita mudanças de alto custo nos equipamentos já existentes.
• Permite a continuidade da utilização de equipamentos que trabalham com CFCs.
• Não é inflamável. Classificação de segurança ASHRAE: A1 (similar ao R-12 e R-134a).
• Aceito pela SNAP da EPA (Agência de Proteção Ambiental) dos Estados Unidos.
• Baixo glide de temperatura: 0.5°C (1°F).
•Temperatura de descarga menor que o R-12.
- Possível prolongamento da vida do compressor.
• Baixa toxicidade (similar ao R-12 e R- 134a).
• Em caso de vazamento, pode-se completar a carga de fluido refrigerante na fase líquida durante o serviço de manutenção sem a remoção de todo o produto (fluido refrigerante), desde que o sistema esteja com ISCEON™ 39TC.


Performance Esperada Após Retrofit
(Com base em experiências de campo, testes de calorímetro e dados de propriedades termodinâmicas). O ISCEON™ 39TC proporciona capacidade de refrigeração e eficiência energética similares ao R-12 na maioria dos sistemas, opera com temperatura de descarga do compressor significativamente menor e a mesma pressão de descarga. A performance real dependerá do projeto do sistema e das condições operacionais.

Temperatura de Descarga:
ºC
(ºF)
R-12
79º C
(174º F)
ISCEON™ 39TC
68° C
(154° F)
     
Pressão de Descarga:
psia
(kPa)
R-12
161
(1110)
ISCEON™ 39TC
161
(1110)
     

Condições do Sistema:
Temperatura de Condensação = 43 C (110 F)
Temperatura do Evaporador = 4°C (40°F)

Capacidade de Refrigeração versus R-12
ISCEON™ 39TC
0-5% menor

Considerações para Retrofit®
Para a maioria dos sistemas, será necessária apenas uma troca de lubrificante para o POE durante o Retrofit . O ISCEON™ 39TC tolera altos níveis residuais de óleo mineral no POE e, dessa forma, não é necessária a limpeza do sistema após a mudança do lubrificante original para o POE. Geralmente, não é preciso grandes mudanças de engenharia para obter sucesso no processo de Retrofit® . Consulte as Diretrizes Retrofit® do ISCEON™ para maiores detalhes.

Composição do Produto

Componente
Peso %
HFC-134a
52.5
HFC-227ea
47.5

Para Mais Informações:
Tel.: 0800 17-17-15
www.refrigerants.dupont.com / www.fluidosrefrigerantes.br.dupont.com
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
DuPont do Brasil S.A.
Alameda Itapecuru, 506 CEP: 06454-080 - Alphaville - Barueri - SP

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Carga de refrigerante no sistema
(Atualizado em 13/05/2008)

  1. Durante a carga inicial, recomenda-se aproveitar o vácuo no sistema para carregar com maior quantidade de líquido refrigerante possível o tanque de líquido, pesar o(s) cilindro(s) de refrigerante antes da carga para manter um controle exato da quantidade de gás que entrará no sistema.
  2. Alguns dos fluidos da tabela 02 são misturas não-azeotrópicas (Temperatura Glide > 0 K), assim, para se certificar de estar carregando uma composição correta de fluido refrigerante, é necessário que a maior parte do fluido seja carregada na fase líquida. Tal carregamento deve ser feito na parte de alta do sistema, por exemplo, para evitar "golpe de líquido" no compressor.
  3. A verificação da carga deverá ser feita através da análise dos seguintes parâmetros: pressão de sucção e de descarga, superaquecimento e sub-resfriamento, corrente elétrica do(s) compressor(es), nível de líquido do tanque, visor de líquido, etc.
  4. Não adicione óleo quando o sistema estiver com pouco refrigerante a menos que o nível de óleo estiver perigosamente abaixo de ¼ “ do visor do(s) cárter(es) do(s) compressor(es).
  5. Continuar a carga até que o sistema possua suficiente quantidade de refrigerante para uma operação normal. Não carregar em excesso. Lembre-se de que bolhas no visor da linha de líquido podem ser causadas tanto por restrições como por falta de refrigerante.
  6. Rotular o sistema e seus componentes para identificar o tipo de fluido refrigerante e óleo lubrificante utilizados. Assim evitará que ocorra troca de óleo e fluido em futuros serviços no sistema. 

IMPORTANTE! Nunca realizar a carga de refrigerante no estado líquido diretamente na sucção do(s) compressor(es), perigo de golpe de líquido , e conseqüentemente quebra mecânica imediata do(s) compressor(es).

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Refrigerantes Transitórios (HCFCs)
(Atualizado em 28/02/2008)

O R-22 tem sido aplicado com sucesso em sistemas de ref rigeração de todos os tamanhos e
temperaturas; entretanto, o R-22 é um HCFC que está sendo atualmente eliminado como parte do
protocolo de Montreal. As datas de eliminação da produção do R-22 variam de acordo com o país, mas nos EUA e Canadá, novos equipamentos não poderão ser fabricados utilizando R-22 após 2010. Fabricantes de refrigerante acreditam que um estoque adequado de R-22 estará disponível até aquela data. A Figura 8 mostra opções de substituição do R22 isentas de cloro.

figura 8

Refrigerantes Isentos de Cloro (HFCs)
A seleção e aprovação de refrigera ntes de longo prazo aceitáveis é uma tarefa complexa e que consome um longo tempo. Muitos fatores devem ser levados em consideração. A legislação ambiental que é atualizada constantemente, a eliminação dos CFCs e HCFCs, a disponibilidade de refrigerantes alternativos e numerosos fatores adicionais são apenas algumas das questões que devem ser levadas em conta.
Baseando-se nestes fatores, a Emerson cita a seguir os critérios chave para avaliação e aprovação de refrigerantes HFC para uso nos produtos Emerson Climate TechnologiesTM :
• O aquecimento global deve ser analisado, baseado na metodologia do TEWI; conseqüentemente, a combinação do aquecimento global direto e indireto, que varia com a eficiência energética, deve ser menor do que a dos ref rigera ntes que estão sendo substituídos.
• A segurança deve ser mantida. Novos ref rigera ntes não devem ser tóxicos, com um Valor Limite de Exposição (Threshold Limit Value ou TLV) menos a Média de Tempo Ponderada (Time Weighted Average ou TWA)12 maior do que 400 partes por milhão (ppm) e não devem ser inflamáveis. Se não obedecerem a esses critérios, medidas apropriadas deverão ser tomadas para garantir que os refrigerantes sejam adequadamente utilizados nos equipamentos e instalações destinados para assegurar uma adequada proteção em relação à segurança. As pressões máximas do sistema não devem ser maiores do que os limites atuais aceitáveis para retrofits. A Emerson somente aprova refrigerantes que atendem as normas UL. Isso atualmente não inclue hidrocarbonos como o propano (R-290) e isobutano (R-600a). Veja o "Refrigerantes / Lubrificantes Aceitos pela Emerson" (Formulário 93-1 1 R6 ou uma versão mais atualizada deste).
• A preocupação com a confiabilidade requer que as tem peraturas de descarga dos com pressores não excedam as temperaturas limite dos refrigerantes aos quais eles substituem.
• É desejável que os lubrificantes trabalhem com a tecnologia de controle de óleo presente, propiciem uma durabilidade igual ou superior a existente e sejam
12TLV menos TWA significa um padrão para o limite de exposição de um trabalhador a contaminantes presentes no ar. Este padrão determina a máxima concentração no ar que se supõem que uma substância em particular pode ter para não produzir efeitos adversos à saúde com uma exposição diária repetida. Estes são expressos ou em partes por milhão (ppm) ou em miligramas por metro cúbico (mg/m3).
com patíveis com sistemas com óleo mineral. A compatibilidade de materiais entre os novos refrigerantes, lubrificantes e materiais de construção do compressor e componentes do sistema deve ser ma ntida.
• É altamente desejável que se tenha uma única solução de lubrificação que trabalhe com todos os ref rigera ntes alternativos, incluindo os HFC e HCFC para retrofit. Um único lubrificante que trabalhe com todos os produtos químicos aprovados faz com que o serviço e a estratégia de uso a longo prazo do refrigerante sejam facilitados para implementação.
• Os procedimentos de manutenção para o equipamento devem permanecer simples. A utilização dos
refrigera ntes com respeito ao fracionamento das misturas não deve requerer procedimentos de serviço irracionais.
• A performance dos novos refrigerantes deve ser bastante similar aos refrigerantes que eles substituem.
Apesar das especificações particulares dos fabricantes, um refrigerante deve ter um fator de destruição da camada de ozônio zero e um baixo GWP para ser considerado uma opção de longo prazo. Estes refrigerantes podem ser agrupados em três classes primárias, de acordo com suas características de pressão/temperatura de vapor:
• Pressão média (pressões similares ao R-1 2)
• Pressão alta (pressões similares ao R-502 ou R-22)
• Pressão muito alta (pressões significativamente maiores que o R-502 e o R-22)
A maioria dos atuais refrigerantes sugeridos como de longo prazo são HFCs. A polaridade dos refrigerantes HFC fazem deles imiscíveis com óleos minerais. Como resultado, refrigerantes HFC devem ser usados com óleo poliól éster. Isto é discutido em detalhes na seção "Lubrificantes" deste relatório.

HFCs
HFCs, ou hidrofluorcarbonos, são substâncias químicas utilizadas em aplicações de refrigeração e ar condicionado. Eles são ref rigerantes não inflamáveis, recicláveis, altamente eficazes, eficientes do ponto de vista energético, de baixa toxidade e que estão sendo utilizados com segurança ao redor do mundo. HFCs foram desenvolvidos pelas indústrias químicas como alternativas aos CFCs - que destroem a camada de ozônio - que estão sendo eliminados pelo Protocolo de Montreal, um marco dos tratados ambientais. O Protocolo de Montreal, o United Nations Framework Convention on Climate Change* (que levou a formação do Protocolo de Kyoto) e o Protocolo de Kyoto foram criados num esforço para proteção do meio ambiente da Terra.
*O United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) é um tratado ambiental internacional que objetiva a redução das emissões dos gases estufa. O tratado inclui provisões para atualizações que irão determinar limites nas emissões mandatárias. A principal atualização é o Protocolo de Kyoto.

O Painel de Avaliação Econômica e Técnica (TEAP) do Protocolo de Montreal para as Substâncias que agridem a Camada de Ozônio reportou em 1999 que os HFCs são críticos para a eliminação segura e efetiva do ponto de vista econômico dos CFCs e HCFCs e são substitutos essenciais para estes produtos. Do mesmo modo, os HFCs são necessários tanto tecnicamente quanto economicamente para a eliminação dos HCFCs nos países em desenvolvimento - bem como nos desenvolvidos. Como reposições para equipamentos mais antigos e menos eficientes, sistemas com HFC conservam energia e reduzem a geração de gases de aquecimento global em usinas elétricas. Estes sistemas estão sendo utilizados de acordo com princípios de responsabilidade quanto ao uso, que abrangem desde a recuperação e reuso dos HFCs ao projeto de fábricas de produção destes, com o objetivo de atingir emissões zero de HFCs.

HFCs oferecem soluções potenciais para as preocupações com aquecimento global, eficiência energética e custos de energia sem oferecer risco aos usuários e trabalhadores ou exigir grandes modificações ou relocações de equipamentos. Com adequada manutenção e serviço, produtos eficientes que utilizam HFCs reduzem a emissão de dióxido de carbono a partir de usinas de energia. Ao longo da década passada, avanços tecnológicos no uso de alternativas aos CFC têm reduzido o impacto nas emissões de gases estufa em 80 porcento**. Um trabalho independente de um terceiro - Arthur D. Little, Inc. - lançado em Março de 2002 afirma que HFCs estão surgindo como principal reposição para CFCs e HCFCs devido a suas características desejáveis - baixa toxidade e não inflamabilidade - e sua capacidade de reduzir o consumo de energia.

HFCs são eficientes do ponto de vista energético, recicláveis, de baixa toxidade, de bom custo-benefício e seguros para utilização. Eles podes ser utilizados em uma grande variedade de aplicações, incluindo inaladores de dose controlada, ar condicionado, refrigeração, espuma isolante, componentes eletrônicos, aerosóis e extintores de incêndio.

**A União para Política Atmosférica Responsável, arap.org/textonly/docs/hfc¬value.html

HFCs são chave para a operação de equipamentos de refrigeração e ar-condicionado eficientes do ponto de vista energético. Quanto mais eficiente for um sistema, menos CO2 é emitido por usinas de energia para o funcionamento do sistema. HFCs reduzem o consumo de energia em diversas aplicações. Um refrigerador doméstico que utiliza HFCs, por exemplo, consome 10 porcento menos energia quando comparado a uma unidade com hidrocarbono. Sistemas com HFC geralmente possuem um menor impacto no aquecimento global total comparados a sistemas com refrigerantes inflamáveis ou espuma.

A substituição de HFCs por CFCs tem reduzido o impacto das emissões de gases estufa hoje em dia, uma vez que os HFCs reduzem o total de liberação de gás estufa. De fato, a tecnologia atual reduziu a quantidade de gás estufa liberado em mais de 80 porcento desde 1990. Projeções mostram que até 2050, as emissões de HFC irão representar menos do que dois porcento das contribuições futuras potenciais para todos os gases estufa, como identificados no Protocolo de Kyoto***.
A fabricação de HFCs requer processos mais longos e complexos e tecnologia mais sofisticada que os métodos para se fazer os CFCs. Severos padrões de pureza são necessários para manufatura dos refrigerantes. Modernas fábricas de HFC têm sistemas selados e de transferência fechada tanto para transferências internas quanto para carregamento e entrega para consumidores. Vazamentos de HFCs no processo são limitados a cerca de 0,1 porcento da produção total, resultando em impacto ambiental insignificante.

O relatório da Arthur D. Little analizou as economias no custo associadas ao uso dos HFCs. Não somente os HFCs proporcionam a combinação mais efetiva de custo com performance ambiental superior e segurança, como também proporcionam economias de custo significativas na faixa de $15 bilhões a $35 bilhões, comparados com alternativas de pior performance e menos seguras como os hidrocarbonos. Dependendo do país de uso, a supervisão das emissões de HFC está sendo conduzida através da recuperação obrigatória e meios não regulatórios, medidas voluntárias e parcerias entre governo e indústria. A última involve engajamento conjunto na pesquisa, comunicação e outras atividades para encontrar novas tecnologias, projetos e processos para administrar as emissões de HFC e para aumentar a eficiência da produção de energia total.
HFCs são incluídos entre os seis gases estufa do Protocolo de Kyoto, e se acredita que eles não devem ser
***A União para Política Atmosférica Responsável, arap.org/print/docs/responsible-use.html

selecionados para regulação ou restrição. Em vez disso, emissões de HFC devem ser consideradas somente como parte de um plano de mudanças climáticas abrangente que considera a totalidade da red ução das emissões dos gases estufa. Diversos refrigerantes HFC se tornaram realidade comercial em 1994, ao menos para a porção de refrigeração comercial da indústria de HVACR. Diversos fabricantes de substâncias químicas iniciaram a produção em larga escala e a distribuição de ref rigera ntes isentos de cloro para reposição daqueles que contém cloro. Como resultado da disponibilidade dos HFCs, os OEMs começaram a projetar equipamentos específicos para o uso com os novos refrigerantes, enquanto os fabricantes de componentes iniciaram a produção de componentes otimizados nestes novos e exclusivos sistemas. Pouco ou nenhum problema tem sido relatado.

Na indústria do ar condicionado, progresso substancial tem ocorrido através da eliminação do HCFC R-22. Dados compilados pela AREP têm sido disseminados para avaliação da indústria. Cada fabricante de sistema será capaz de escolher entre os ref rigerantes testados e selecionar aquele que faz mais sentido para o tipo de aplicação a que se destina. Os HFCs e equipamentos prod uzidos para refrigeração parecem ser satisfatórios para estas aplicações; entretanto, há várias áreas nas quais eles diferem dos refrigerantes aos quais eles estão substituindo:
• Eles necessitam o uso do óleo Poliól Éster (POE) em vez de óleo mineral.
• A maioria dos HFCs são misturas, que podem se comportar diferentemente de compostos puros sobre certas condições.
• Virtualmente todos os HFCs tem pressões de vapor maiores do que os refrigerantes aos quais eles estão substituindo, o que pode afetar a setagem dos controles, válvulas e dispositivos de segurança. Certos compressores herméticos não são aprovados para operação com o R-507, devido a alta razão entre a pressão e a tensão na superfície dos mancais.
Um benefício dos novos ref rigera ntes HFC é que vários deles têm demonstrado melhor eficiência nos equipamentos nos quais eles são usados, quando comparados com os antigos refrigerantes que eles substituem. Adicionalmente, alguns dos novos refrigerantes possuem menores tem peraturas de desca rga do compressor, o que deve ajudar a aumentar a confiabilidade e durabilidade do compressor.

Um aspecto negativo dos óleos POE é que eles custam mais caro do que os óleos minerais que eles substituem. Como resultado, pesquisas estão em andamento para determinar se há alguma solução a questão da miscibilidade dos óleos minerais nos HFCs, talvez através do uso de aditivos. Não se sabe, até o presente, se este trabalho será bem sucedido.

Concluindo a situação dos refrigerantes HFC, praticamente todas as experiências até hoje têm sido positivas. Muitos fabricantes de sistemas têm convertido seus produtos para HFCs, que parecem ter sido bem recebidos pelos seus clientes. A viabilidade destes novos refrigerantes tem sido provada através de vários anos de história de operação bem sucedida em uma grande variedade de sistemas.

Misturas
Como mencionado anteriormente neste artigo, fabricantes de refrigera nte não têm tido sucesso no desenvolvimento de uma alternativa aos CFCs de um único componente e de alta pressão e que tenha potencial de destruição da camada de ozônio nulo, performance adequada, boa confiabilidade e segurança. Conseqüentemente, a possibilidade de usar misturas (também chamadas de blends, azeotrópicas, quase azeotrópicas e zeotrópicas) tem ganhado atenção crescente.

Misturas têm vantagens e desvantagens quando comparadas a substâncias puras. As misturas possuem a vantagem de se poder trabalhar as características finais do refrigera nte pa ra eficiência, performance e confiabilidade superiores. A desvantagem das misturas zeotrópicas incluem as seguintes:
Glide de temperatura — Porque a composição de uma zeotrópica varia durante uma mudança de fase, existe uma pequena mudança na temperatura de evaporação e condensação a pressão constante. Este fenômeno é con hecido como "glide". A maioria das misturas zeotrópicas em consideração exibem baixo glide. A magnitude deste fenômeno é um pouco diferente de efeitos similares vistos em refrigerantes de um único componente devido a perda de carga normal no trocador de calor. Como resultado, pouco ou nenhum efeito na performance do sistema é esperado.
Fracionação — Desde que os componentes de uma mistura zeotrópica possuem diferentes pressões de vapor, sobre certas condições eles podem vazar de um sistema em proporções diferentes. Como resultado, a composição do ref rigera nte pode variar com o tempo, com a correspondente mudança na performance.

Misturas zeotrópicas atual mente disponíveis no mercado com um glide de menos de seis graus Fahrenheit (3,3 graus Kelvin) se aproximam tanto de um azeotrópico que a fracionação não deve ser um problema sério. As únicas exceções a isso são sistemas que usam múltiplos evaporadores ou evaporadores inundados. Para assegurar que a fracionação não ocorrerá durante a carga, é recomendável que misturas zeotrópicas sejam carregadas na fase líquida preferencialmente em relação a fase vapor. Líquido deve ser removido do cilindro de refrigerante. Ele pode então ser expandido através de um dispositivo de expansão e carregado no sistema no seu estado de vapor. A recomendação do fabricante do refrigera nte deve ser criteriosamente seguida.

R-1 34a
O R-1 34a é o primeiro refrigerante fluorcarbono que não agride a camada de ozônio a ser comercializado. Desenvolvido a mais de 20 anos atrás para ter características similares ao R-1 2, ele é um candidato viável para uso em aplicações de média e alta temperaturas nas quais o R-1 2 tem sido usado. O R-1 34a tem sido geralmente aceito pela indústria automotiva de ar condicionado devido a sua baxa permeabilidade nas mangueiras e sua temperatura crítica elevada. Produtores de ref rigeradores domésticos também creditaram o R-1 34a como sendo viável para seus produtos. A maioria dos fabricantes de refrigerantes disponibiliza o R-1 34a. O R-1 34a tem o benefício de ser um ref rigera nte de um único componente e, conseqüentemente, não possuir nenhum glide. Adicionalmente, o HGWP direto do R-134a é baixo, relativamente a outras opções que têm sido avaliadas.

A desvantagem do R-134a reside na sua relativa baixa capacidade quando comparado com o R-22. Para utilizar este refrigerante, toda tubulação entre os trocadores de calor e entre os componentes de um sistema devem ser significativamente maiores para reduzir a perda de carga e manter uma eficiência de operação aceitável. Isso, combinado com os grandes deslocamentos do compressor requeridos, resultam em um sistema que será mais caro do que os atuais com R-22. O coeficiente de transferência de calor do R-134a é também menor do que o do R-22, e testes mostraram que a performance do sistema diminue com o seu uso. Em resumo, os fabricantes terão de investir um tempo e capital significativos para redesenhar os sistemas de refrgeração do R-22 ao R-1 34a e finalmente terão um projeto com menor performance ou maior custo; então, para sistemas residenciais e comerciais onde o R-22 tem sido tradicionalmente utilizado, sentimos que o R-1 34a é o candidato HFC com menor potencial.
Este pode não ser o caso em grandes sistemas comerciais, nos quais grandes compressores parafuso ou centrífugos têm sido tradicionalmente usados, e refrigera ntes como o
R-1 1 e R-1 2 são comuns. Aqui, o R-1 34a pode oferecer a melhor solução para um redimensionamento simples e de baixo investimento para um HFC. Os laboratórios da Emerson e testes de campo mostraram que a capacidade de ref rigeração e a eficiência de energia do R-1 34a são similares ao R-1 2 para aplicações de média e alta temperaturas. A temperaturas de evaporação abaixo de -10 graus Fahrenheit (-23 graus Celsius), o R-1 34a perde sua atratividade por diversas razões:
• Ele experimenta significativa perda de capacidade e eficiência comparado ao R-1 2.
• As taxas de com pressão se tornam excessivamente altas, comprometendo a confiabilidade do compressor.
• As pressões do lado de baixa são abaixo da atmosférica (i.é., vácuo), resultando em preocupações com a confiabilidade do sistema.
Com exceção do potencial de destruição da camada de ozônio, a Emerson acredita que o R-1 34a possui as mesmas deficiências que o R-1 2 e representa um passo para trás para a maioria das aplicações de ref rigeração e ar condicionado comercial e residencial. Estas deficiências incluem compressores de grande deslocamento e maiores diâmetros de tubulação comparados àqueles requeridos para uso com refrigerantes de alta-pressão.
Para clientes que planejam utilizar o R-134a, a Emerson desenvolveu linhas de produtos para aplicações acima de -1 0 graus Fahrenheit (-23 graus Celsius) de temperatura de evaporação. A expectativa é que este ref rigera nte não seja largamente utilizado, com exceção das aplicações nas quais os benefícios dos ref rigera ntes de altas pressões não possam ser obtidos na prática, principalmente em ar condicionado a utomotivo e compressores fracionários.

R-404A
O refrigerante HFC R-404A tem sido escolhido por fabricantes de equipamentos como substituto de longo prazo para o R-502. O R-404A é um excelente refrigerante para baixa e média temperaturas, devido a sua alta eficiência energética e potencial de destruição da camada de ozônio zero. O R-404A é um blend quase-azeotrópico de refrigerantes HFC R-125, R143a e R134a. É comercialmente disponível de várias fontes e tem se tornado o refrigerante mais popular de sua classe.

R-507
Este refrigerante é uma mistura azeotrópica de R-143a e R-125, com características também similares ao R-502. Os compressores da Emerson desenvolvidos para R-404A (com exceção de uns poucos modelos alternativos herméticos) também são aprovados para o R-507. Tanto os HFCs R-404A e R-507 operam a pressões ligeiramente maiores e ligeiramente menores temperaturas de descarga que o R-502.

R-407C
O R-407C é um blend do R-32, R-125 e R-134a. Das opções de alta temperatura de HFC, o R-407C foi o projetado para possuir características similares ao R-22. As maiores preocupações em relação ao R-407C são o seu relativo alto glide (aproximadamente 10 graus Fahrenheit) e a perda de eficiência quando comparado ao R-22; entretanto, o uso deste refrigerante proporciona a mais simples alternativa de conversão a um HFC. Acreditamos que em sistemas onde o glide seja aceitável, o R-407C irá se tornar uma opção popular para fabricantes que queiram se mover rapidamente a uma alternativa com HFC. A longo prazo, entretanto, a baixa performance de eficiência deste refrigerante pode fazer com que seja uma alternativa menos atrativa quando comparado ao R-41 0A para aplicações de média e altas temperaturas.

Cuidado deve ser tomado quando se aplica o R-407C em qualquer aplicação onde o glide possa causar um impacto na performance do sistema através do fracionamento em projetos de evaporadores inundados ou de múltiplos evaporadores. Também, o R-407C não deve ser visto como uma alternativa tão simples aos sistemas ou aplicações com R-22. Como todos HFCs, o R-407C requer o uso de lubrificantes POE, e outras modificações de projeto podem ser necessárias para o R-407C operar satisfatoriamente em sistemas com R-22.

R-410A
O R-410A é um dos mais importantes refrigerantes HFC que estão ajudando a indústria a atingir o prazo final de 2010. Ampla pesquisa tem mostrado que o R-410A é o melhor substituto para sistemas de alta-temperatura com o refrigerante R-22 - e os fabricantes concordam com isso. A maioria dos maiores fabricantes de ar condicionado residencial e comercial possuem linhas de produto com o R-41 0A. Com novas diretrizes de eficiência de energia residencial entrando em vigor em 2006, significativamente mais fabricantes de ar condicionado irão ter implementado a transição para unidades mais eficientes do ponto de vista energético, utilizando R-410A. O R-410A rapidamente se tornou o refrigerante escolhido para uso em aplicações de ar condicionado residencial, porque o refrigerante apresenta melhor eficiência e melhor TEWI que outra escolhas. O refrigerante também possui diversos benefícios que o tornam um refrigerante ideal para uso em aplicações de refrigeração comercial.

Há várias diferenças operacionais distintas entre os refrigerantes R-22 e R-41 0A. O R-410A opera a uma pressão 50 porcento maior que o R-22; entretanto, a maior pressão permite que o sistema na verdade opere a uma menor temperatura. Devido a estas diferenças, qualquer um que maneje estas unidades deveria receber treinamento nos aspectos técnicos dos novos sistemas com R-41 0A, onde se deve aprender técnicas de brazagem e dicas de manutenção críticas para este novo refrigerante.
O R-410A é uma composição quase azeotrópica de 50 porcento de R-32 e 50 porcento de R-1 25. Até a presente data, o teste de sistemas otimizados têm mostrado que o R-410A possui maior eficiência de sistema que o R-22. O R-410A evapora com um coeficiente de transferência de calor 35 porcento maior e uma perda de carga 28 porcento menor comparado com o R-22. Melhorias adicionais na performance do sistema têm sido obtidas pelo dimensionamento para igual perda de carga e redução do número de circuitos do evaporador para aumento do fluxo de massa. A maior densidade e pressão também permitem o uso de menores diâmetro nos tubos, desde que mantendo perdas de carga razoáveis.

Devido ao fato de que os sistemas que usam o R-41 0A têm sido dimensionados para utilizar menos tubulação e evaporadores com menos tubos, o R-410A tem surgido como um refrigerante com ótimo custo-eficiência. Poucos materiais, juntamente com uma carga de refrigerante reduzida e melhor performance cíclica, também contribuem com a ascessibilidade de preço do R-41 0A.
O R-410A é considerado um refrigerante de pressão muito alta. Ref rigerantes de pressão muito alta operam a pressões significativamente maiores que aquelas vistas em ref rigera ntes como o R-22 e R-502. Eles não podem ser utilizados como refrigerantes de retrofit para equipamentos existentes, mas somente em novos equipamentos (incluindo compressores) especificamente projetados para ele. Com pressores com R-22 não podem atingir os padrões da UL e de projeto da indústria com estas pressões tão altas.

Para aplicações em refrigeração, o R-410A é potencialmente o mais eficiente refrigerante em condições de média temperatura (zero a 30 graus Fahrenheit). Vantagens adicionais incluem número reduzido de linhas e menores perdas de pressão; entretanto, o sistema irá req uerer um projeto específico para altas pressões. Mudanças potenciais nos req uerimentos da UL podem reduzir o impacto. Testes a temperaturas mais baixas mostram resultados promissores. Pesquisas estão em andamento na Emerson para se entender os benefícios deste refrigerante em refrigeração comercial.

R-417A
O R-417A foi desenvolvido para ser um refrigerante para substituições em serviço e novos equipamentos que usavam o R-22, enquanto utilizando lubrificantes tradicionais para HCFC como óleo mineral e alkil benzeno (AB). Este refrigera nte possui as marcas ISCEON® 59 e Nu-22TM e é uma mistura do R-1 25 (46.6 porcento), R-1 34a (50 porcento) e R-600 butano (3.4 porcento). O hidrocarbono na mistura foi adicionado para melhorar o retorno do óleo. A ASHRAE designa o ref rigerante na classificação A1/A1, o que significa que é não tóxico e não inflamável (veja a figura 9). O fabricante do refrigerante afirma capacidade equivalente e eficiência melhorada em relação ao R-22. Ele ainda declara que os lubrificantes para R-22 existentes podem ser mantidos, mas recomenda uma consulta ao fabricante do compressor e do sistema para recomendações correntes.

O fabricante declara que a performance do R-417A não é garantida por relatórios de testes independentes.

figura 09

Testes independentes do R-41 7A mostraram algo entre 9 e 10 porcento de redução na capacidade do sistema comparando com o R-22, na simples substituição de um pelo outro. Estes mesmos testes mostraram perdas na eficiência de 3 a 5 porcento versus o R-22. Testes independentes do R-41 7A também mostraram significativos atrasos no retorno do óleo que havia sido bom beado para o sistema versus o R-22.

Dois desafios adicionais estão presentes com o R-41 7A. O refrigerante possui um GWP pior do que o R-407C e o R-22. Como uma mistura, o R-41 7A possui os mesmos problemas de glide e fracionalização que o R-407C. Isto significa que um vazamento no sistema pode afetar significativamente a composição e, portanto, as propriedades deste refrigerante.

A Emerson Climate Technologies não espera que o R-41 7A se torne uma alternativa HFC significativa ao R-22. O refrigerante R-41 7A não foi plenamente testado nem qualificado pela Emerson Climate Technologies e, até o momento, não é aprovado para uso em nossos compressores e componentes.

R-152a
O R-1 52a é quimicamente bastante similar ao R-1 34a, mas é muito diferente ambientalmente. O R-152a possui um GWP muito menor (120 contra 1 .300) que o R-134a, mas é considerado ASH RAE A2 — inflamável. O R-152a está sendo considerado uma alternativa para substituir o R-1 34a em ar condicionado automotivo; entretanto, devido a sua inflamabilidade, o R-1 52a não é uma alternativa séria para sistemas de refrigeração comercial.

R-422A
O R-422A é outro refrigerante HFC que foi desenvolvido para substituir o R-22. Este refrigerante possui a marca One ShotTM ou ISCEON 79 e é uma mistura do R-1 25 (85 porcento), R-134a (11.6 porcento) e R-600a (3.4 porcento). O hidrocarbono na mistura foi adicionado para melhorar o retorno do óleo. O fabricante do refrigerante afirma que ele possui capacidade equivalente e eficiência melhorada quando comparado com o R-22. Ele ainda declara que os lubrificantes para R-22 existentes podem ser mantidos, mas recomenda uma consulta ao fabricante do compressor e do sistema para recomendações correntes.

Testes independentes mostraram que o R-422A possui capacidade 10 a 15 porcento menor do que o R-22 e o R-404A, especialmente em condições de baixa temperatura. A vazão mássica do R-422A é ainda maior do que o R-404A e é aproximadamente 55 porcento maior do que o R-22. As pressões do R-422A são similares aquelas do R-404A e 20 porcento maiores que o R-22. Pouquíssimos testes independentes sobre o retorno de óleo do R-422A com óleo mineral são disponíveis para estudo.
O refrigerante R-422A não foi plenamente testado nem qualificado pela Emerson e, até o momento, não é aprovado pela mesma para uso em com pressores ou componentes.

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Critérios para Seleção de Refrigerantes
(Atualizado em 15/01/2008)

Tipos de refrigerantes
Na indústria de refrigeração e ar condicionado, virtualmente todas as experiências com refrigerantes têm se limitado a refrigerantes de um único componente ('puros”); entretanto, à medida que procuram reposições aceitáveis para estas substâncias, os fabricantes de refrigerantes não têm tido sucesso no desenvolvimento de reposições de um único com ponente que atendam a todos os critérios ou características altamente desejáveis para um ref rigera nte de amplo uso. Estas características incluem:
• Aceitável ambientalmente
• Estabilidade química
• Compatibilidade com materiais
• Performance do ciclo de ref rigeração
• Adesão aos guias de não inflamabilidade e não toxidez da UL
• Ponto de ebulição

Muitas das reposições consideradas para o R-22 são não puras, porém são azeotrópicas*, zeotrópicas** ou quase-azeotrópicas***, de dois ou mais compostos. Felizmente, a indústria de ref rigeração comercial já possue considerável experiência com cada tipo. Os componentes de uma mistura são escolhidos baseados nas características finais desejadas. Estas características podem incluir pressão de vapor, propriedades de transporte, compatibilidade de materiais e l ubrificantes, performance termodinâmica, custo, inflamabilidade, toxidez, estabilidade e propriedades ambientais. As proporções de cada componentes são escolhidas baseando-se nas características exatas desejadas no produto final.

Comportamento das misturas
Quando uma substância azeotrópica, quase azeotrópica ou zeotrópica está num estado de líquido puro ou de vapor, a composição está totalmente misturada e todas as propriedades são, portanto, uniformes; entretanto, quando tanto líquido quanto vapor estão presentes (como num evaporador, condensador ou mesmo num tanque de líquido), o comportamento da mistura irá depender se a mesma é azeotrópica ou zeotrópica.

A porcentagem da com posição de líquido e vapor de uma azeotrópica será virtualmente sempre a mesma quando tanto o líquido quanto o vapor estiverem presentes. Se um vazamento ocorrer, não haverá uma mudança substancial na composição do refrigerante remanescente no sistema. A composição do vapor e do líquido de uma zeotrópica são diferentes quando tanto o líquido quanto o vapor estão presentes. Se um vazamento ocorrer nesta região do sistema e somente vapor vazar, poderá haver uma mudança na composição do refrigera nte remanescente no sistema. Também, se o sistema utiliza evaporadores inundados ou múltiplos evaporadores, a composição do líquido pode ser substancialmente diferente do vapor, resultando em mudanças no refrigerante em circulação.
Uma vez que um quase-azeotrópico é ainda um zeotrópico, a composição do vapor e líquido serão diferentes quando o líquido e vapor estiverem presentes, mas numa menor extensão. Se um vazamento ocorrer nesta região e somente vapor vazar, poderá haver uma pequena mudança na composição do refrigerante que permanece no sistema.

Uma vez que a composição do líquido e vapor de uma zeotrópica (e quase azeotrópica) podem ser diferentes, é importante carregar um sistema com estes tipos de refrigerantes com os mesmos no estado líquido. Se vapor for carregado, a composição do refrigerante no sistema pode não ser a mesma do cilindro devido a fractionação**** do refrigerante quando somente vapor é removido. Verifique as orientações do fabricante do refrigerante para maiores detalhes. Informações adicionais em relação a compostos puros, azeotrópicas, zeotrópicas e quase azeotrópicas pode ser encontrada na publicação da Emerson® 'Introduction to Refrigerant Mixtures”, Publicação Número 92-81. Ela está disponível para download no site: EmersonClimateCustomer.com.

*Azeotrópica: Uma mistura que, quando usada em ciclos de refrigeração, não muda a composição volumétrica ou temperatura de saturação apreciavelmente com a evaporação (ebulição) ou condensação a pressão constante.
**Zeotrópica: Uma mistura que, quando usada em ciclos de refrigeração, muda a composição volumétrica ou temperatura de saturação apreciavelmente com a evaporação (ebulição) ou condensação a pressão constante.

***
Quase azeotrópica: Uma mistura zeotrópica com pequeno glide de temperatura e composição na faixa de aplicação e sem efeito significativo na segurança, operação e performance do sistema.
****Fractionação: Uma mudança na composição de uma mistura de refrigerante através da evaporação do(s) componente(s) mais volátil(eis) ou condensação do(s) componente(s) menos volátil(eis).

Avaliação das alternativas de refrigerantes
Estabelecida pela ARI, a AREP foi dirigida por um comitê executivo com posto por executivos senior de companhias membro da ARI e tinha foco primário na identificação de possíveis alternativas aos refrigerantes R-22 e R-502. Como parte deste programa, testes foram conduzidos com 19 refrigerantes identificados como potenciais candidatos a substituir o R-22. Relatórios de teste individuais emitidos incluem testes de calorímetros de compressor, perda de carga no sistema, transferência de calor e testes de otimização dos sistemas para a maioria destes refrigerantes. A AREP também testou diversos tipos de compressores, incluindo compressores alternativos, rotativos, parafuso e scroll. Adicionalmente, a performance dos sistemas foi avaliada em uma faixa de aplicações, incluindo sistemas split quente e frio, bombas de calor do tipo package com condensação a ar e a água, unidades de janela e unidades condensadoras. Mais de 180 relatórios da AREP foram aprovados e lançados ao público quando o comitê completou seus testes em 1997.

Como a indústria continua a avaliar alternativas HFC para substituir o R-22, parece que muitos destes candidatos não estão tão próximos das características do R-22 como as alternativas HFC foram para o R-1 2 e R-502 em ref rigeração. Uma lista de alternativas é mostrada na Figura 7.

tabelaComo a tabela mostra, as características destas alternativas variam dramaticamente. Devido aos riscos ímpares e custos associados com litigação nos Estados Unidos, companias americanas não estão utilizando opções de refrigerante inflamáveis, uma vez que tal solução requer um configuração com tubulação secundária que adiciona custos e reduz a eficiência. Enquanto que o R-290 (propano) e R-71 7 (amônia) possuem o benefício de possuir o GWP direto praticamente nulo, eles não estão sendo aplicados nos EUA e Japão.

Das opções identificadas, diversos refrigerantes HFC surgiram como candidatos para substituição do R-22. Estas alternativas HFC foram confirmadas como opções viáveis através dos estudos da AREP. Um sumário das vantagens e desvantagens de cada alternativa é discutido nas seções seguintes.

Segurança
A medida que as indústrias de refrigeração e ar condicionado se distanciam do uso dos relativamente poucos refrigerantes CFC e HCFC ainda em circulação, a questão da segurança naturalmente aparece. É claro, a segurança dos novos refrigerantes é primordial quando se considera a adoção de um refrigerante HFC. As preocupações com segurança da refrigeração geralmente caem em quatro grandes áreas, que incluem: Pressões — Virtualmente todos os novos refrigerantes operam a pressões maiores do que os ref rigera ntes que eles substituem. Em alguns casos as pressões podem ser substancialmente maiores, o que significa que o ref rigera nte somente pode ser usado em equipamentos projetados para o seu uso e não como um refrigerante para retrofit. Com patibilidade de Material — A preocupação com a segurança primária aqui é a deterioração de materiais como o isolamento do motor - o que pode levar a curtos elétricos - e selos, o que pode resultar em vazamentos.

Inflamabilidade — Vazamentos de um refrigerante inflamável pode resultar em fogo ou explosões. Adicionalmente, muitos dos novos refrigerantes são zeotrópicos, o que pode mudar a composição sobre certos cenários de vazamento. Conseqüentemente, é importante conhecer completamente a inflamabilidade da mistura de refrigerante, bem como o que ela pode mudar sobre todas as condições. Utiliza rrefrigerantes inflamáveis expõem pessoas e o meio ambiente a danos desnecessários, e a Emerson Climate Technologies não aprova o uso de refrigerantes inflamáveis em nenhum de seus compressores.

Toxicidade — Durante o curso da transição de HCFCs e CFCs para HFCs, alguns países exploraram e/ou aplicaram opções de refrigerantes tóxicos como amônia. Estas alternativas podem oferecer benefícios qua nto a performance do sistema, mas podem também ser altamente perigosas. A visão da Emerson é a de que refrigerantes como amônia nunca devem ser usados, especialmente quando se considera que HFCs podem proporcionar uma performance total e eficiência comparáveis ou mesmo superiores. A maioria dos fabricantes de refrigerantes, fabricantes de equipamentos e agências que determinam pad rões de segurança, como a UL e a Sociedade Americana dos Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (ASHRAE), têm estudado exaustivamente e então estabelecido os aspectos de segurança dos novos refrigerantes propostos de acordo com cada um dos fatores listados acima. A intenção é o uso somente de refrigerantes que sejam pelo menos tão seguros quanto aqueles aos quais eles substituem.

Fonte: Emerson Climate

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O mercado, nestes últimos anos, tem disponibilizado uma grande gama de fluídos refrigerantes a serem aplicados nos setores de refrigeração e ar condicionado.

Hoje no mercado trabalhamos com três famílias de fluidos; são elas os CFSs, HCFCs e HFCs. Os CFCs são refrigerantes a base de CLOROFLUORCARBONOS, ou seja, não possuem a molécula de CLORO sendo extremamente agressivos a Camada de Ozonio -- ex: R11,R12,R502.

Os HCFCs são refrigerantes a base de HIDROCLOROFLUORCARBONOS, ou seja, por possuírem um molécula de Hidrogênio são bem menos agressivos a camada de ozônio -- ex:R22, R401A/B, R409A, R408a, R402A/B.

E por últimos os HFCs são HIDROFLUORCARBONOS, e desta forma não possuem a molécula de cloro e não agridem a camada de ozônio -- ex: R134a, R407C, R410A, R404A.

Agressividade a Camada de Ozonio

 

Refrigerante Fórmula ODP GWP
CFC-11 CC13F 1 3.050
CFC-12 CC12F2 0,93 1.000
HCFC-22 CCHCIF2 0,05 370
HCFC-123 CHC12CF3 0,02 28
HFC-134a CF3CH2F 0 290

Refrigerantes Transitórios / Serviços (Retrofit)

Refrigerantes Classificação ASHRAE Nome Comercial Composição (Fórmula)
R12 R4O1A
R4O1B
R409A
R409B
R413A*
MP 39 (DuPont)
MP 66 (DuPont)
FX 56 (Atofina)
FX 57 (Atofina)
ISCEON 49 (DuPont)
R22/152a/124
R22/152a/124
R22/124/142b
R22/124/142b
R134a/218/600a
R 502 R402A
R402B
R403A
R403B
R408A
HP 80 (DuPont)
HP 81 (DuPont)
ISCEON 69S (DuPont)
ISCEON 69L (DuPont)
FX 10 (Atofina)
R22/125/290
R22/125/290
R22/218/290
R22/218/290
R22/143a/125
* Refrigerante livre de Cloro

Refrigerantes Livres de Cloro (Longo Prazo)

Refrigerantes Classificação ASHRAE Nome Comercial Composição (Fórmula)
R12 R134A
R413A*
Diversos
ISCEON 49 (DuPont)
CF3CH2F
R134a/218/600a
R 502 R404A
R507A
R407A, R407B
R422A
Diversos
Diversos
KLEA 407A, 407B (INEOS Fluor)
ISCEON 79 (DuPont)
R134a/125/134a
Ri 34a/125
R32/125/134a
R125/134a/600a
R22 R407C
R410A
R417A
 
R419A
Diversos
Diversos
ISCEON 59 (Dupont)
ISCEON 29 (Dupont)
FX90 (Atofina)
R32/125/134a
R32/125
R125/134a/600
R125/134a/600a
R125/134a/RE-170

Refrigerantes Livres de Halogenos (Longo Prazo)

Refrigerantes Classificação ASHRAE Nome Comercial Composição (Fórmula)
R12 R290
R600a
 
 
C3H8
C4H10
R502 R717
R290
R1270
 
 
 
NH3
C3H8
C3H6
R22 R717
R723
R290
R1270
 
 
 
 
NH3
NH3+R-E170
C3H8
C3H6